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A chegada do novo milênio caracterizou-se pela constatação da importância do conhecimento como fator econômico essencial para o desenvolvimento e melhoria dos níveis de renda. Neste sentido, o Banco intensificou a capacitação dos agentes produtivos por meio de programas que aliam o crédito à orientação técnico-gerencial, e tem buscado cada vez mais disseminar a filosofia do empreendedorismo e parcerias, como foco de sua ação de desenvolvimento.

2000

Em 2000, o Banco recebeu o Prêmio Hélio Beltrão pela experiência inovadora Racionalização e Modernização do Sistema Normativo do Banco. Neste ano aconteceram, também, importantes ações, das quais se destacam: o projeto Parcerias Empreendedoras, a implantação do sistema de Gerenciamento de Documentos, o lançamento do Programa Trainee, a participação no Programa Nacional de Desburocratização, a criação da Superintendência da Supervisão Regional, o lançamento dos treinamentos da Comunidade Virtual de Aprendizagem, e o lançamento do Prêmio Banco do Nordeste Empreendimento XXI. No âmbito dos programas de crédito, com componentes de capacitação, foram lançados o CrediArtesão, e o Jovem Empreendedor.

2001

Neste ano, o Banco ampliou parcerias e programas para atender às demandas regionais, em especial dos micros e pequenos empreendedores. Utilizando instrumentos inovadores de capacitação à distância, mais que dobrou as oportunidades de capacitação propiciadas aos agentes produtivos, superando a marca de dois milhões de oportunidades ao final do ano. Também ampliou as linhas de financiamento, criando os programas Nordeste Energia, de apoio à infra-estrutura de eficiência energética, e NordesteMel, de desenvolvimento da apicultura.

Para modernizar e facilitar o relacionamento com os clientes, foi implantado o Sistema Nordeste Eletrônico, home-banking ampliado, com funções específicas de uma Banco de desenvolvimento. A área geográfica de atuação do Banco passou a abranger 1.981 municípios, alcançando o Vale do Mucuri, em Minas Gerais.

Como parte do programa de fortalecimento das instituições financeiras federais, o Banco obteve aporte de capital da ordem de R$ 2.556 milhões, adequando-se às novas regras prudenciais do sistema financeiro.

2002

Época que marca o Aniversário de 50 anos do Banco do Nordeste, cujos eventos comemorativos tiveram como ponto alto, o Fórum Banco do Nordeste de Desenvolvimento com o tema “Nordeste – Desafios e Oportunidades”. Ministros, governadores, empresários, técnicos, estudiosos de desenvolvimento regional e cerca de 11,5 mil participantes debateram, em videoconferência durante dois dias, aspectos relativos ao trabalho do Banco e sobre o desenvolvimento do Nordeste. Como ação estratégica, criou o projeto Promoção de Negócios e Investimentos, por meio do qual identifica oportunidades e faz intermediação entre investidores privados (nacionais e internacionais) e a economia nordestina.

2003

Mudança administrativa com a reavaliação de processos por meio do desenho de nova estrutura organizacional e nas suas relações institucionais. De modo especial, na valorização de recursos humanos, no reconhecimento de entidades sindicais e organizações representativas do corpo funcional.

Com o lançamento nacional do programa Fome Zero, o Banco ajusta seus Programas Especiais (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – PRONAF e CrediAmigo). Defende e promove as aplicações do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste – FNE, inclusive para o segmento comercial. Como resultado, contratou financiamentos com recursos do FNE no valor total de R$ 1.019,1 milhões. E novos recursos para a Agricultura Familiar com do Plano Safra.

Ilustração com a logomarca do Planejamento Estratégico 2004-2007.

Realiza-se amplo debate para a construção e implementação do Planejamento Estratégico 2003-2007, com o objetivo de nortear as ações que serão desempenhadas pelas unidades Banco e de reafirmar seu papel institucional em na região.

 

2004

Cresce Nordeste

Lançamento do programa Cresce Nordeste que prevê a aplicação de R$ 3 bilhões em apoio a empresários e empreendedores que queiram investir na Região. Os recursos, oriundos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), destinam-se à implantação, ampliação ou modernização de investimentos produtivos, em todos os estados nordestinos, no norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo, também integrados à área de atuação do BNB.

São linhas de créditos distribuídas em atividades econômicas, com destaque para: agricultura familiar, apicultura, bovinocultura, carcinicultura, comércio, cultura, floricultura, fruticultura, grãos, indústria, insumos e matéria-prima, ovinocaprinocultura, piscicultura, serviços e turismo. O objetivo é fortalecer o mercado interno, permitindo que a Região possa crescer de forma contínua e sustentável, gerando mais de 1 milhão de empregos.

Área Comercial

Foto com cheque e cartão Conterrâneo.

Como parte da estratégia para reativação de negócios na área comercial, o Banco relançou a marca “Conterrâneo”. Os produtos da carteira de crédito comercial representam o esforço da Empresa para um melhor atendimento ao cliente, gerando receitas e resultados num processo de reciclagem do crédito dentro da Região.

 

2005

Com a continuidade da diretriz estratégica de contratação integral dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), o Banco do Nordeste registrou o melhor desempenho anual, desde a criação do Fundo em 1989, em volume de contratação do FNE, com um total de R$ 4,2 bilhões em financiamentos.

O compromisso do Banco com a responsabilidade social por meio do desenvolvimento socioeconômico sustentado de sua área de atuação, desde o início de suas atividades, foi reafirmado com a criação de projeto específico para gerir a responsabilidade social na Empresa, o Projeto de Responsabilidade Social Empresarial do Banco do Nordeste (RSE).

Com o intuito de orientar suas operações de financiamento, o Banco elaborou a Política Produtiva para o Nordeste (PPN) composta de um conjunto de objetivos, estratégias e diretrizes que visam a reduzir a disparidade regional de desenvolvimento socioeconômico do Nordeste em relação ao país. O Banco parte do pressuposto de que a redução das desigualdades regionais deve resultar de um esforço objetivo da política econômica envolvendo investimentos estruturantes em capacidade produtiva, tecnologia, infra-estrutura e logística, além de arcabouços normativos e institucionais.

Designação de uma diretoria específica (Diretoria de Controle e Risco) para as atividades de controle e risco com as funções de Controles Internos e Segurança Corporativa, com os seguintes benefícios: melhor supervisão das atividades de Controles Internos e melhor sinergia entre o Controle Interno e a Segurança Corporativa.

2006

O ano marcou a consolidação da trajetória de crescimento das operações de empréstimos e financiamentos iniciada em 2003, com a contratação de operações globais que somaram R$ 7,3 bilhões, sendo de R$ 4,6 bilhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Como conseqüência, o Banco inicia a estruturação de novos programas com fontes alternativas para o financiamento do desenvolvimento da Região, utilizando fontes como o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), o Fundo da Marinha Mercante (FMM) e o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

O Banco mantém estreita sintonia de suas ações com as políticas públicas do Governo Federal, no apoio à agricultura familiar e microcrédito, por meio dos financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) e de seu Programa de Microcrédito Produtivo Orientado, CrediAmigo.

 O Banco ampliou o apoio às pesquisas tecnológicas por meio de empréstimos não-reembolsáveis de fundos mantidos com essa finalidade. O Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNDECI) apoiou 121 projetos de pesquisas tecnológicas alocando R$ 6,1 milhões contemplando diversas áreas e cadeias produtivas importantes para o desenvolvimento da Região. O Fundo de Apoio às Atividades Socioeconômicas do Nordeste (FASE) e o Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR) têm priorizado o financiamento de projetos de pesquisa, estudos e eventos relacionados à temática da economia solidária. No ano de 2006, foram apoiados 58 projetos no total de R$ 2,5 milhões com recursos do FASE e 36 projetos no valor total de R$ 2,3 milhões com recursos do FDR.

 

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